segunda-feira, 3 de julho de 2017

DNA faz a mulher viver mais do que o homem

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As mulheres vivem mais do que os homens. No mundo, em média 4 anos e 8 meses a mais. E, no Brasil, a diferença é ainda maior - 7 anos a favor das mulheres. Os cientistas sempre recorreram a explicações comportamentais: os homens bebem e fumam mais, vão menos ao médico, sofrem mais homicídio etc. É verdade. Mas o fator determinante pode ser outro: o DNA. Usando técnicas de manipulação genética, cientistas de 2 universidades japonesas criaram ratos bimaternais, ou seja, que tinham duas mães e nenhum DNA masculino. Incrivelmente, esses animais tiveram a longevidade estendida em 30%: viveram em média 186 dias a mais do que os ratos normais. “Nós achamos que isso se deva à supressão de um gene chamado Rasgrf1, que os animais normalmente herdam do pai”, afirma o biólogo Tomohiro Kono, da Universidade de Agricultura de Tóquio. Kono e sua equipe são líderes mundiais nas pesquisas sobre DNA dos sexos: foram eles que criaram, em 2004, a técnica que permite gerar descendentes entre duas fêmeas de rato, sem a necessidade de um macho. “Os resultados sugerem que o esperma tem um efeito negativo na longevidade de mamíferos”, conclui o novo estudo, que foi publicado no jornal científico Human Reproduction. A influência do DNA nas diferenças de longevidade entre os sexos também poderia ajudar a explicar outro fato: entre as pessoas que conseguem ultrapassar a barreira de 110 anos de idade, 96% são mulheres.

si

terça-feira, 27 de junho de 2017

Por que os homens não param o carro para pedir orientação?

Como os homens primitivos usavam a capacidade espacial de seu cérebro para rastrear a presa e atingir o alvo, eles aprenderam a manter o senso de direção e a reconhecer os caminhos para poder caçar a grandes distâncias sem perder o rumo de casa.
Outra explicação para o senso de direção dos homens é a maior concentração de ferro no hemisfério direito do cérebro masculino, que lhes permite sentir o norte magnético. Esta é a mesma habilidade que o homem utiliza para encontrar o lugar onde estava sentado num estádio de futebol ou para localizar o carro num grande estacionamento.
As fêmeas, defensoras dos ninhos e da prole, não se aventuravam sozinhas para além do horizonte, de modo que aprenderam a se guiar por meio de referência - vendo uma árvore, um lago ou uma montanha, ela era capaz de se localizar e encontrar o caminho de casa. Esta é, portanto, a chave para o homem ensinar a uma mulher. Se ele disser “vá até a rua onde tem uma árvore enorme, depois siga em direção ao edifício cor de rosa ao lado do Banco Nacional, do outro lado da avenida”, é provável que ela chegue ao seu destino. Mas se ele disser “pegue a terceira saída a oeste na Rodovia 23 e ande cinco quilômetros para o norte”, ela pode desaparecer para sempre.
Para o homem, reconhecer que está perdido significa fracassar em sua aptidão número um - achar o caminho. Ele prefere ir para o pelourinho a admitir que está perdido. Se você é mulher, está sentada no banco do carona e acaba de passar pela mesma garagem pela terceira vez, é importante não criticá-lo nem dar conselhos, sobretudo se não tem a intenção de ficar a pé.

a&b

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Fim da turbulência

Na medida em que a adolescência termina, o homem ou a mulher, agora donos de si, podem desempenhar completamente o seu papel afetivo-sexual, ou de ambos os sexos. É a fase da criatividade do papel afetivo-sexual.
Desse momento em diante, cada um coloca a sua própria marca ou a do par que se forma. Esse seria o momento ideal para uma vida a dois e para pensar em filhos, pois as duas pessoas estão preparadas, com vários de seus papéis consolidados e com todas as fases anteriores resolvidas.
É também na fase adulta que se vai ter certeza sobre a sua orientação afetivo-sexual básica na vida. Essa vinculação entre orientação e papel afetivo-sexual é fundamental, pois o mundo interno e o mundo externo são duas partes totalmente intercomunicáveis e, para o nosso perfeito equilíbrio, é necessário haver uma sintonia fina entre ambas.
O papel afetivo-sexual, dentre todos os papéis do ser humano é aquele cujo desenvolvimento se dá em condições mais precárias. Ele é o que merece ser reeducado com todo conhecimento, cuidado e carinho porque aparece conflituoso na maioria das pessoas. A pedagogia desenvolveu os melhores métodos para que possamos aprender toda e qualquer coisa, mas ainda engatinha a respeito da educação e orientação sexual.
Em nosso país, algumas pessoas enfrentaram com muita coragem o assunto, entre elas a psicanalista e sexóloga Marta Suplicy. Ela desenvolveu, na década de 80, um trabalho pioneiro na TV, e o Brasil, naquela época, era um dos únicos países que tinha um programa diário de educação sexual na televisão. Apesar de todos os problemas com a censura então vigente.

Continua…

rpc

terça-feira, 13 de junho de 2017

A doença de ser normal

Bug Cerebral

A cura da normose é trabalho individual, mas alguns esforços sociais podem ajudar. Para começar, seria um adianto se tivéssemos um novo modelo educacional. A escola poderia ser o lugar onde as crianças descobrem suas verdadeiras vocações - em vez de tentar padronizar os alunos e convencê-los a serem normais.
Mundo afora, estão surgindo escolas com uma nova lógica, como a Escola da Ponte, em Portugal. A instituição não segue um sistema baseado em séries, e os professores não são responsáveis por uma disciplina ou por turmas específicas. As crianças e os adolescentes que lá estudam definem quais são suas áreas de interesse e desenvolvem seus próprios projetos de pesquisa, tanto em grupo como individuais.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Socialismo de Marx

“Um espectro ronda a Europa.”
Em 1848, os economistas e filósofos alemães karl Marx (1818 - 1883) e Friedrich Engels (1820 - 1895) publicaram o Manifesto Comunista, dedicado sobretudo à classe operária, pretendendo despertar a consciência de classes. Pregava-se uma revolução internacional que derrubasse a burguesia e o sistema capitalista, e implantasse o comunismo. A pedra fundamental do marxismo está na ideia de socialização dos meios de produção. Em O Capital, obra de Marx, estão os principais conceitos do marxismo.

cts

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O tesouro no quintal

Era uma família grande, a nossa: pai, mãe, cinco filhos. Grande e pobre. Papai, pedreiro, mal conseguia nos sustentar. Mamãe ajudava como podia, fazendo faxinas e costurando para fora, mas mesmo assim a vida era bastante difícil. Papai vivia bolando formas de reforçar nosso orçamento doméstico ou de, pelo menos, diminuir as despesas. Foi assim que lhe ocorreu a ideia da horta. 
Morávamos numa minúscula casa de subúrbio, não longe de uma bela praia, que, contudo, raramente freqüentávamos: era lugar de ricos. Casa pobre, a nossa, sem nenhum conforto. Mas, por alguma razão, tinha um quintal bastante grande. Do qual, para dizer a verdade, não cuidávamos. O capim ali crescia viçoso e no meio dele jaziam, abandonados, pneus velhos, latas, pedaços de tijolos e telhas. Papai olhava para aquilo, pesaroso: parecia-lhe um desperdício de espaço e de terra. Um dia chamou os dois filhos mais velhos, meu irmão Pedro e eu próprio, e anunciou: vamos fazer uma horta neste quintal. 
Proposta mais do que adequada. Nós quase não comíamos legumes e verduras, porque eram muito caros. Mas, se plantássemos ali tomate, alface, agrião, cenoura, teríamos uma fonte extra de alimento - e o mais importante, sem custo. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Os 3 sinais verdes mais importantes que toda mulher precisa reconhecer.

3. Postura do caubói
Polegares enfiados no cinto ou na parte mais alta dos bolsos emolduram a área genital e representam uma atitude sexualmente agressiva. Nessa postura, os braços abertos demonstram disponibilidade e as mãos servem como indicadores que ressaltam os órgãos sexuais. Os homens param nessa pose para defender seu território ou para mostrar aos outros homens que não estão com medo. Os macacos fazem o mesmo gesto, mas sem o cinto ou a calça, claro.
Esse gestual diz “Eu sou macho, sou capaz de dominar”, motivo pelo qual é muito usado por homens à caça de mulheres. As intenções de qualquer homem que assume essa postura - com as pupilas dilatadas e um pé apontando na direção da pretendente - são facilmente percebidas pela maioria das mulheres. Esse é um dos gestuais que revelam involuntariamente o que passa na cabeça dos homens.

a&b

terça-feira, 30 de maio de 2017

A doença de ser normal

Desnormatização
Para a filósofa Dulce Magalhães, que escreve sobre mudanças de paradigmas, o normótico acredita que geração de renda e falta de tempo para si ou para a família são indissociáveis. “As pessoas consideram que trabalhar muitas horas, colocar em risco sua saúde e suas relações é normal”, diz ela. “Mas isso tem um custo pessoal e social alto demais, que acabam levando a problemas de saúde pública e violência, por exemplo.”

Dulce acha que a cura para a normose está em mudarmos de modo mental, abandonando o modelo da escassez , que hoje rege o mundo, e abraçando o da abundância. Ela explica: “Desde a infância, aprendemos que o que vem fácil vai fácil e que, se a vida não for difícil, não é digna. Precisamos mudar isso e entender que esforço não é tarefa.” Quantos de nós chegamos em casa reclamando para mostrarmos (a nós mesmos e aos outros) que trabalhamos muito e tivemos um dia duro, como se isso trouxesse algum tipo de mérito?
Segundo Crema, cada um de nós tem talentos diversos, mas “o normótico padece de falta de empenho em fazer florescer seus dons e enterra seus talentos com medo da própria grandeza, fugindo da sua missão individual e intransferível”. “Quando temos necessidade de, a todo custo, ser como os outros, não escutamos nossa própria vocação”, acredita.
O carioca Eduardo Marinho, hoje com 50 anos, percebeu cedo que não queria ser como os outros. Filho de militar, abriu mão de sua condição financeira e de sua faculdade ao se dar conta, aos 18 anos, que não queria olhar para sua vida quando velho e pensar que não tinha feito nada relevante. “Não queria ser bem-sucedido e me sentir fracassado”. Eduardo saiu pelo País pedindo abrigo e comida em troca de favores e buscando algo que o preenchesse. Depois de passar por poucas e não tão boas pelo Brasil, deu voz a sua vocação. Hoje é artista plástico.
Ele acredita que a desnormatização se inicia dentro de cada um: “Que tal olhar para dentro de si mesmo? É aí que começa a revolução”, sugere. Claro que, para isso, não é mandatório dormir nas ruas. Fazer o trajeto que Eduardo escolheu para si pode ser perigoso e não há nenhuma garantia de sucesso.

si
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